segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sem pensamentos

Cá estou eu, sentada mais uma vez pensando na vida e aqui com meus botões, contando quantas vezes já me peguei assim. Penso em tudo. Como será daqui a alguns anos, como vou estar daqui a alguns dias, o que devo fazer agora. Pra isso tudo não preciso muito, uma playlist e minha cabeça me basta...
Está chovendo fino lá fora e de certa forma, a chuva me trás lembranças e alguns pensamentos que já tentei bloquear, mas eles não querem parar, então deixo-os passearem aqui dentro e eu nem ligo por que, eu fui a culpada por eles serem tão livres e mau acostumados por que sempre deixei reticências e alguma esperança para cada um...
Pensamentos! Os meus são vaporosos, diáfanos, confusos e conturbados... Enquanto sinto minha mente cheia, ao mesmo tempo sinto vazia, e no espaço entre um e outro, procuro palavras. Procuro e não acho, e não acho por que não estou triste...
A tristeza aflora coisas que outro sentimento não consegue com tanta facilidade, abre um lado íntimo, machucado, choroso. Falta muito, mas sobra o que é preciso pra escrever.
E não adianta escrever quando não se quer, quando não se tem tristeza pra deixar sobrar as coisas necessárias...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Não há diferenças...Você é como um pássaro!

Não... Não importa! De verdade, eu não ligo! É o mesmo que ouvir uma goteira por muito tempo: te incomoda, te tira o sono, te faz enlouquecer por alguns momentos mas, você acaba se acostumando. A influência do mundo, a pressão sob minhas próprias vontades, o meu 'eu' sendo burlado e transformado em uma mercadoria... Ah, a vida! Essa é a vida! É existir e não existir. É ser e não ser. Eis a questão: o que se pode fazer? Busco um alívio, uma válvula de escape e alguma diversão... Tenho liberdade sim, tenho! E minha distração se resume em fazer sempre as mesmas coisas,(trocar de poleiro), ter sempre as mesmas esperanças,( conseguir fujir), as mesmas blasfêmias, (quem me prendeu? Ainda me livro dele!), vejo o mundo ao meu redor, rodando, passando, crescendo, me influenciando, (canta passarinho, canta! - e eu canto-) os mesmos medos e angústias,( " o gato não consegue pular até aqui, não é?"), inveja dos meus semelhantes, ( eu queria voar como ele voa...) tenho minha liberdade limitada, minha intimidade observada, minha alegria triste... E ainda tenho que cantar todas as manhãs quando o sol aparece. Não posso deixar de fazer o meu papel, o que iriam pensar de mim? Iriam me humilhar. Tenho uma postura a honrar, um canto ensaiado a cantar, uma rota de vôo entre meus poleiros a executar. Esse é o meu trabalho. Seria prazeroso se eu tivesse outra escolha. Mas, não tenho do que resmungar afinal, recebo umas sementes todos os dias. Tive que me contentar.
Por que você está com dó de mim enquanto lê isso? Ah meu caro(a), não... Não tenha dó de mim, você passa pelo mesmo que eu. A diferença, é que humanos geralmente não dão o braço a torcer. Sua liberdade é limitada, suas distrações são sempre as mesmas, você tem sempre as mesmas esperanças (ou nenhuma),vive blasfemando, se vingando, o mu ndo gira, passa, cresce, te influencia e, você faz o que te mandam fazer, tem medo? Medo de que? Você tem inveja que eu sei, dos seus semelhantes que se acham diferentes, da riqueza sem esforço, do vôo fácil dos outros...E desculpe, mas não pode agir diferente, você tem que acordar todos as manhãs quando o sol aparece, não pode deixar de fazer o seu papel (seja ele qual for), o que iriam pensar de você? Iriam te humilhar! Tem uma postura a honrar, uma rotina ensaiada a cumprir, um trabalho importante a executar. Seria mesmo prazeroso se você tivesse outra escolha mas, contente-se, você recebe todo final de mês suas sementes...
(desculpas aos otimistas.)






[ todos os textos postados aqui são de autoria minha.]

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Você não tem direito de reclamar...

Quando me disseram isso, foi o mesmo que me xingar! Como não tenho o direito de reclamar? Eu quero reclamar! O que não sabia é que realmente não tinha e continuo não tendo o mínimo direito para tal. Achei que como filha, poderia chorar até ganhar o que eu queria. Achei que como amiga, poderia exigir lealdade. Achei que como profissional, poderia mandar. Achei que como cidadã, poderia ver meus direitos respeitados. Achei que como namorada, poderia te-lo para sempre... Achei errado. Achamos errado o tempo todo! Reclame e suas palavras serão usadas contra você mesmo. Chore, e suas lágrimas não passarão de gotículas de água e átomos de sofrimento.
Por mais que eu queira uma mudança, não haverá outra alternativa a não ser mudar! Não. Eu ainda não aprendi isso. Acho que nunca vou aprender completamente a ser maleável. Não que eu não seja, só não sou o que gostariam que eu fosse. Mas, não posso reclamar.
Na verdade, não tenho o direito de reclamar. Eu respiro, eu ando, eu penso, eu escrevo... É só usar isso em meu favor...

Uma vez amizade, amizade sempre.

Há quem diga que amizade vem, fica e passa... Esses -geralmente- são os tolos egocêntricos que se julgam suficientemente suficientes. Não sabem o que é ajudar e ser ajudado -até precisar de ajuda-. Esses são os ingratos, que nunca se doam e se acham merecedores de doações e pior, são tão egoístas que nem para receber se abrem, com medo de perder. Oferecer depende exclusivamente de você, parte da sua boa vontade ou talvez de um desejo obscuro de receber algo... Por sua vez, receber, também depende exclusivamente de você. Não acredite mesmo que as pessoas irão te ajudar sem seu consentimento, uma crosta de atitudes opiniosas e já era. Troca de favores, rir e chorar juntos, perdoar em um escorregão e saber que o faria de novo se preciso, estar de fato longe, mas saber que não tem quilômetros que possa diminuir a admiração, conhecer a um, dois, dez anos, e ter a certeza de que durará uma vida inteira... Chame como quiser, eu prefiro chamar de AMIZADE.